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domingo, 16 de dezembro de 2012

Cientista limoeirense

Cearense de Limoeiro do Norte é o primeiro matemático brasileiro a receber um prêmio da renomada academia Telesio-Galilei, na Inglaterra


É o que se pode chamar do sertanejo que chegou longe. Mas não há chegada para quem dedica a vida para estudar e ensinar enquanto há vida. O professor doutor Djairo Guedes de Figueiredo ajudou a desenvolver calculos matemáticos usados em todo o mundo na previsão de movimento das placas tectônicas (imensos blocos  sobre os quais estamos, e quando eles se movimentam tudo treme!). Graças ao desenvolvimento da teoria, Djairo Guedes é o primeiro matemático brasileiro a receber um prêmio da renomada academia inglesa Telesio Galilei. O prêmio “Telesio-Galilei Gold Medal 2011″ por suas inúmeras contribuições à Matemática.
O doutor em matemática ajudou a desenvolver a chamada ‘equação diferencial parcial elíptica’. O estudo trabalha na previsão de movimento das placas tectônicas e, assim, a probabilidade e intensidade dos terremotos no mundo. Djairo e seu trabalho ja foram citatos em mais de dois mil artigos científicos pelo mundo.
“Estudar com prazer”
Quando fala de Limoeiro, Dr. Djairo Guedes ressalta a importância histórica  do município ser sede do bispado. “Quando eu era criança, Limoeiro teve uma coisa muito importante, a vinda do bispado. E Dom Aureliano foi uma pessoa muito importante na cidade. Na época não tinha ginásio, era só o curso primário, Dom Aureliano criou o ginásio, e eu com 11 anos pude já continuar os meus estudos”, afirma.
Djairo mora em São Paulo e dá aulas e palestras em todo o mundo. O cearense de sucesso explica que “o aluno tem que estudar mais do que é oferecido na escola. Para ele ir pra frente tem que estudar. Agora, tem que fazer isso com  prazer”.

Eugênio Leandro - A voz de Limoeiro



Eugênio Leandro, advogado, cantor, compositor e interprete de suas composições




Por Mazé Silva


Amigos do Splish Splash!

Estou fazendo hoje uma postagem bastante significativa para mim.

Depois de muitos anos sem ter contacto com meu querido conterrâneo, "o cantor Eugênio Leandro", onde nos conhecemos em nossa cidade natal, Limoeiro do Norte, na época de nossa adolescência e tivemos o prazer de participarmos juntos de um Festival de música.

Eugênio que já tocava desde criança, foi fácil para enfrentar um grande número de concorrentes. Dos candidatos inscritos, Eugênio e eu, ficamos para as finais do concurso musical.

Durante os ensaios, Eugênio com sua experiência, dava-me muita força e até ensaiava comigo. E como vocês sabem sou fã incondicional do Roberto Carlos, escolhi para cantar a canção da autoria do Fágner e muito bem interpretada pelo nosso Rei, " Mucuripe".

Finalmente no dia "D" estávamos nós no auditório do, Cine Capri o único da cidade, onde iria acontecer o Evento. O auditório lotado, o júri já posicionado em seus devidos lugares e nós na expectativa de sermos chamados a qualquer instante.

Enfim, os vinte finalistas cantam e entre eles Eugênio Leandro que hoje é conhecido em todo Nordeste, no Brasil e em muitos países como Estados Unidos, Portugal do nosso Armindo, alcança o primeiro lugar do Festival. Adivinhem quem fica em segundo lugar? A amiga de vocês aqui do blog, a Mazé Silva.

Para mim foi uma grande emoção e para o Eugênio que com seu violão já cantava divinamente bem e para mim não havia dúvida que seria ele o vencedor.

Eugênio, hoje é formado em Direito, pela Universidade Federal do Ceará e é um exímio compositor, cantor e grande intérprete da música regional que é o seu forte.

Possui vários CDs gravados e a maioria com composições próprias de um menino inteligente, meigo, amoroso, simples carismático e nós mesmos sem termos muito contacto, eu percebia isso no Leandro, um grande ser humano dotado de inúmeras qualidades e possuidor de um grande caráter, uma voz macia, linda e invejável.

Se ele não sabia vai ficar sabendo que eu sempre o admirei como rapaz interiorano, mas estudioso, amigo de todos, simpático e que venceu todos os obstáculos para chegar hoje ao patamar de sua fama. Tanto ele quanto eu, somos de uma família de doze irmãos. Não sei se ele sabia dessa, viu Leandro! Ehehehehe.

Eugênio, eu só perdi pra ti, porque você já tinha conhecimento musical desde os oito anos. Ehehehe e eu herdei gostar de cantar e de música, ao meu pai que tocava acordeon, gaita, e flauta que é hoje o único instrumento que eu toco como distração.

Vou deixar aqui no poster, alguns dados do meu amigo e cantor Leandro para aprofundar um pouco sobre sua trajetória de vida, tanto pessoal como artística. Fazia anos que eu não encontrava esse maravilhoso artista, mas no Facebook tive o prazer de reencontrá-lo.

Castelo Encantado é provavelmente o melhor álbum de Eugênio até a presente data.

Mais forte tanto como compositor e intérprete, Eugênio esbanja em coragem e energia neste trabalho. O tema do mar está no centro de Castelo Encantado. A partir da primeira faixa, Eugênio canta sobre dunas, portos, marujos e pescadores.
A mesma paisagem retorna com "Coqueiro do Atlântico Sul", com um belo solo de acordeon de Ítalo Almeida. Também deve-se destacar nesta faixa o acompanhamento de Cristiano Pinho no violão de aço -- algo que ele ainda repete muito bem em outra canção, "Olhos".
O cenário pintado nos versos de Petrúcio Maia em "Coqueiro do Atlântico Sul" não poderia ser mais tropical do que é:
Coqueiro do Atlântico sul
Na paz do teu mundo verde
Num dia de muito azul
Bebi o céu e o mar
Com sede do infinito
Em 1986 Eugênio Leandro lançou o LP Além das Frentes durante encontro nacional de estudantes de medicina em Fortaleza, com tiragem inicial de 6.000 cópias. Em 1990, este disco já havia ultrapassado as dez mil cópias e o levou a shows por todo o Brasil.
Fez apresentações também nos EUA, pelo Partners Of The Americas, e cantou em New Hampshire, Vermont, Maine, Massachusstes, Washington DC, Indiana, Illinois e Nova York.
Os temas do sertão, o raiar do dia e o mar se fazem presente mais uma vez nas belíssimas melodias e marcantes letras que Eugênio apresenta.
A faixa que dá nome ao álbum fala da beleza serena do amanhecer com a alvorada pintando com raios dourados a imensidão do céu. Outra letra muito bonita está em "Boas Vindas". Além do acompanhamento de Nonato Luiz nesta faixa, os versos são simplesmente extasiantes:
Eu moro onde tudo é fácil
Tão perto do paraíso...
Só falta um dia chegar
A graça do teu sorriso.
O grande tributo a uma das praias mais belas do mundo, "Canoa Quebrada", apresenta letra do renomado poeta Rogaciano Leite.
Dando continuidade às belezas naturais do Brasil, a faixa "Brasil de Dentro" nos leva a uma viagem através do Amazona e suas vitórias régias, passando pelo sertão árido e as riquezas de Minas Gerais. Quer viajando de maria fumaça ("Presente") ou voando nas asas de um beija-flor ("Voarás"), Eugênio canta com rara emoção suas diversas músicas.

Em 1990 com o LP Catavento, Eugênio Leandro firmou seu nome entre os bons cantadores do Nordeste, correndo novamente o Brasil, e dessa vez viajando para Portugal, Alemanha e França.
Catavento continuou o estilo simples musical do primeiro álbum lançado por Eugênio. A faixa que deu nome ao álbum, por exemplo, é um "maxixe preguiçoso", diz o compositor.
Ele enaltece a beleza dos muitos cataventos presentes no cenário interiorano do Brasil. Em contraste com o sertão, a música "Marés" fala da beleza dos barcos navegando calmamente ao fim do dia.
Eugênio em apresentação na praça da Catedral limoeirense
O encontro de Eugênio Leandro com Patativa do Assaré

Além das Frentes apresenta alguns dos temas presentes na obra de Eugênio Leandro. Ele torna viva a paisagem de sua terra natal e ainda não perde o enfoque do lado humano dos personagens que canta, como é o caso de "Maria e Marquim", dedicada ao grande poeta Patativa do Assaré (1909 - 2002).
O estilo musical de Eugênio por vezes o levará a pensar em cantos madrigais ou música de câmera, com em "Divagando" e "Vento Aracti", com os solos de Jacques Morelenbaum dando ênfase na instrumentação.
Neste trabalho, Eugênio escreveu todas as músicas, mas em algumas canções ele teve a colaboração de poetas tais como Oswald Barroso.
E.L.
Eugênio Leandro, um exemplo de garra, talento, esforço,coragem, otimismo, vocação e capacidade!
Parabéns pelo seu sucesso e continue, com essa simplicidade, humildade e o carinho com seus fã e admiradores que apostam sempre no seu sucesso.
Eu adimiro-te muito por todos os seus valores que possui e digo de todo coração, que torço sempre pelo seu sucesso sempre, sempre.
Eugênio está escrevendo um livro de contos e além de todas as suas qualidades, ainda é um escritor de mão cheia e se Deus quiser estarei no lançamento deste seu livro de contos.
Vou deixar o endereço do seu site, onde poderão ver melhor mais detalahes sobre a vida pessoal e sobre o artista Eugênio Leandro

sábado, 15 de dezembro de 2012

Fabrício Ceará - Goleador Nato

Fabrício Carlos Costa Bento  mais conhecido como Ceará(Limoeiro do Norte2 de maio de 1978), é um futebolista brasileiro que atua como atacante

Carreira:

Fabrício defendeu o CriciúmaPaysanduBotafogoYpirangaIcasa Brasil. Em Portugal, o jogador atuou pelo Vitória de Guimarães,Santa Clara e Belenenses.

No dia 13 de maio de 2012, Ceará foi anunciado por empréstimo como o mais novo reforço do Santa Cruz para a disputa doCampeonato Brasileiro Série C.



AnosClubesJogos (golos)
1998-1999
1999-2000
2000
2001
2001-2002
2002-2004
2004-2006
2004
2005
2006-2007
2007-2009
2009
2010-2011
2010-2011
2011-
2012
Brasil Esportivo
Brasil Guarani-RS
Brasil Lajeadense
Brasil Inter de Lages
Portugal V. Guimarães
Portugal Santa Clara
Portugal Belenenses
Brasil Criciúma (emp.)
Brasil Paysandu (emp.)
Brasil Santa Cruz
Irã Esteghlal Ahvaz
Brasil Botafogo
Brasil Ypiranga
Brasil Icasa (emp.)
Brasil Salgueiro
Brasil Santa Cruz (emp.)
(?)
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27 (4)
31 (10)
11 (1)
27 (1)
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10 (1)
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(5)
(0)
51 (17)
12 (4)

Reportagens:



Fabrício Ceará comemora bom

momento com a camisa tricolor

Experiente atacante teve um 'orientador' de respeito, o português Pauleta, que brilhou com a camisa da Seleção das Quinas


Fabrício Ceará comemora gol em cima do Águia de Marabá (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)No Santa Cruz, Ceará é inquestionável. Muitos tricolores reclamam de algumas preferências do técnico Zé Teodoro, mas o atacante parece ser unanimidade junto ao ídolo Dênis Marques na linha de frehte coral. Com quatro gols em seis jogos nesta Série C, e muita disposição em campo, o centroavante vai dando conta do recado.

- Sei que vivo um bom momento pelos meus gols e minha disposição tática e isso reflete na visão do torcedor sobre mim. Disse que iria procurar o meu espaço no clube e parece que estou conseguindo, pois não é fácil se destacar no ataque da equipe que tem o vice-artilheiro do campeonato e o grande jogador Dênis Marques (sete gols).

Juntos, a dupla assinala 11 dos 19 gols do Santa Cruz, dividindo com o Macaé o posto de melhor ataque da Série C. É uma aliança entre a velocidade de Dênis Marques e o senso de colocação de Fabrício Ceará, resultando na qualidade de finalização dos dois.

- Não existe vaidade entre a gente, nos damos muito bem, pois cada um sabe o seu valor para o time. Eu corro por Dênis Marques e ele corre por mim.

Aos 34 anos, o experiente jogador reencontrou o Santa Cruz após vestir a camisa coral em 2006.Foram 15 clubes antes de defender o Tricolor.Rodagem internacional: Vitória de Guimarães, Santa Clara e Belenenses de Portugal e um iraniano, o Esteghlal Ahavaz. Sem pensar em pendurar as chuteiras tão cedo, o ex-vendedor de picolé de Limoeiro do Norte (a 198 quilômetros de Fortaleza) não tem uma trajetória de grande impacto, mas em Pernambuco ele deixou a sua marca causando estragos nos grandes vestindo os uniformes do Ypiranga e principalmente do Salgueiro.

Foi pelo Carcará que Fabrício realmente chamou a atenção com nove gols na Série B do ano passado e oito no Pernambucano deste ano, quando os sertanejos terminaram a competição na terceira posição. No nacional, ele foi o destaque solitário do Salgueiro, que acabou rebaixado na penúltima posição.

- O Salgueiro não estava preparado para Série B. Tinha momento em que o clube estava com 65 jogadores, o São Paulo que é o São Paulo não tem estrutura para tanta gente, então você tira por aí. Não tínhamos estádio, estávamos longe da torcida e quando chovia não dava para treinar no estádio Ademir Cunha, então foi situação de iniciante, de time pequeno. A diretoria reconhece isso e estão se organizando, ainda bem porque tenho um carinho muito grande pelo Salgueiro – disse, lembrando da impossibilidade do time atuar na cidade natal por conta da pequena capacidade do Cornélio de Barros que era de cinco mil pessoas (atualmente comporta dez mil).

Nas andanças de 'debutantes', os jogadores passaram apuros na competição. Fabrício Ceará lembra de alguns “causos”.

- Teve uma vez que fomos enfrentar a Portuguesa em São Paulo e ganhamos um dia de folga. Fomos liberados para fazer compras na 12 de Março e o meia Edu Chiquita chegou com super-feliz porque tinha comprado um computador barato. Tava radiante, a caixa era bonita e quando abriu, o computador era de madeira (risos). Como pode o cara ser natural de São Paulo e virar matuto desse jeito, caindo numa dessa? – brincou Fabrício, caindo na gargalhada.

Brincadeiras à parte, Fabrício Ceará leva o seu rendimento nas quatro linhas a sério. E foi nessa perspectiva que as conversas com o ex-atacante português Pauleta definiu o estilo de jogo do centroavante tricolor. Fã do maior artilheiro da história da seleção portuguesa, Ceará é a cópia do estilo de atuar do ex-camisa 9 e isso não é à toa.

- Entre 2002 e 2004, defendi o Santa Clara, time da ilha de Açores que é a terra natal de Pauleta. Nas férias dele, ele pedia para manter a forma com a nossa equipe, treinando com a gente e acabei aprendendo muito. Pauleta me ensinou, por exemplo, a me situar no ataque sem levantar a cabeça por completo. É fazer uma leitura geográfica da área, para saber onde está a barra, sem perder tempo para visualizar o goleiro e ser desarmado. Ele também dava dicas de exercício para fortalecer meu pescoço, melhorando a minha cabeçada. Foi muito importante para mim, pois não era habilidoso, mas era muito objetivo e me apresentou um lema “independente do resultado, o atacante tem que deixar o sangue em campo”.
Pauleta comemora gol de Portugal (Foto: AFP)Pauleta foi conselheiro de Fabrício Ceará (Foto: AFP)
As palavras de Pauleta refletem no jogador de área, raçudo, oportunista e bom cabeceador que é Fabrício Ceará. Sabendo de suas limitações e reconhecendo as suas qualidades, o atacante coral assume as suas características.

- Não fico chateado porque falam que sou um finalizador, pois futebol é para todos os gostos. Tem gente que diz que eu só sei cabecear, então quando acerto um chute e me elogiam com um “poxa, que golaço”, eu digo que foi um “bambo”, que foi na sorte.

Por ser um atacante de referência, algumas pessoas não gostaram quando o Santa Cruz o contratou para a disputa da Série C. Segundo os críticos, ele e Dênis Marques não poderiam atuar juntos por conta terem características de camisa 9. Passado o primeiro turno na competição, a prática mostrou o contrário.

- Futebol tem de tudo, de quem goste e de quem não goste. No início falaram que não era para eu vir, que necessitavam de outro jogador, porque que Dênis Marques ficaria melhor com um companheiro de característica diferente . Aos que não se agradam, eles não são obrigados a sorrir, mas se eu estiver fazendo gols, eles vão comemorar pelo Santa Cruz e consequentemente por mim – finalizou Fabrício, que já superou a desconfiança inicial do torcedor.

Apresentações:







Icasa - 2010-2011 






Ypiranga - 2010-2011











Salgueiro - 2011













Santa Cruz - 2006/2007 - 2012













terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Ariosto Holanda - Federal Vocacionado

Engenheiro Civil e professor universitário, Ariosto Holanda nasceu em Limoeiro do Norte (CE) em 1938. Tem orgulho de ser membro e fundador da Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica, em 1973. É deputado desde 1991, quando participou do Congresso Revisor. Atualmente, está no sexto mandato na Câmara Federal. 

Ariosto Holanda teve influência política decisiva junto ao Governo do Ceará para a criação da Secretaria da Ciência e Tecnologia (Secitece), implantada no dia 9 de outubro de 1993. Por meio desta ação política, veio a funcionar efetivamente a Fundação Cearense de Amparo à Pesquisa (Funcap). Ele foi secretário da Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará durante três gestões, tendo dado importante contribuição para o desenvolvimento da ciência e tecnologia no Ceará. A primeira gestão foi exercida entre fevereiro e agosto de 1995; a segunda, de setembro de 1995 a março de 1998; e o terceiro período, entre março de 1999 e abril de 2002. 

Nos anos 1995 a 1998, Ariosto Holanda concentrou esforços nos investimentos em capital humano, na promoção do avanço na capacitação tecnológica do Ceará. A ênfase foi dada no apoio à interiorização do desenvolvimento. Até 2002, na gestão de Ariosto Holanda, a Secitece implantou uma rede de 39 Centros Vocacional Tecnológicos (CVTs) no interior, um Centro de Formação de Instrutores (CFI) em Fortaleza, que dão educação tecnológica de nível básico, e três Centros de Ensino Tecnológico (Centec), que formam tecnólogos de nível superior, também no interior.

Por sua formação na engenharia e atuação universitária, Ariosto Holanda tem dedicado seus mandatos às discussões relacionados à Ciência e Tecnologia. Foi titular permanente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e da Comissão Parlamentar de Inquérito Mista da Ciência e Tecnologia. Em 2003, o deputado propôs e foi o relator do tema Biodiesel e Inclusão Social no Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara. O trabalho gerou um Projeto de Lei que inspirou o governo federal a lançar o Programa Nacional do Biodiesel, em 2004, que torna obrigatória a adição de 2% de biodiesel ao diesel comercializado no País.

Na Câmara, também procura importantes temas na área de fiscalização e controle dos orçamentos públicos. Participou como suplente da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização e da Comissão Mista Especial do Desequilíbrio Econômico Interregional Brasileiro. O deputado conseguiu que fosse reinstalado o Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara Federal. O Conselho é um órgão consultivo da Mesa da Câmara, constituído por membros indicados pelos partidos.







segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Márcio Mendonça, sua arte e trajetória


Reconhecido como um dos maiores artistas da Arte Sacra, seus trabalhos não se confinaram às paredes religiosas das igrejas do Ceará.
Márcio Maia Mendonça, pintor e escultor de fama internacional, nasceu em 13 de fevereiro de 1949. Artista cearense, natural de Limoeiro do Norte, "de suas mãos surgiram paisagens, anjos e santos, como um milagre divino".
A foto abaixo mostra Márcio Mendonça, numa das salas da Escola Normal Rural de Limoeiro, em 1969, esculpindo a "Deusa Olímpica", que foi colocada no cruzamento da Av. Dom Aureliano Matos com a Rua Cel. Serafim Chaves, na abertura dos V Jogos Olímpicos Jaguaribanos. (em pé, a quarta pessoa da esquerda para direita)
Em 1980, esculpiu a estátua de Dom Aureliano Matos que, nos dias atuais ocupa o lugar da “Deusa Olímpica”.
Nos anos de 1980/1981, em Limoeiro do Norte, realizou o trabalho de restauração do Altar-Mor da Catedral em estilo barroco, fazendo aplicações de folhas de ouro nos ornados, cornijas, volutas e capitéis das colunas. Durante a execução da obra, chegou a se pronunciar sobre o espírito de conservação que esperava da população:
“Eu gostaria que todo o nosso povo se interessasse mais pela cultura, pelo conhecimento daquilo que foi e que deverá permanecer por toda a vida. Se a Catedral é antiga, antiga ela deverá permanecer, muito embora sempre limpa, zelada, mas conservando seu estilo”.
Ao lado vemos a tela de Nossa Senhora da Conceição, uma de suas mais belas obras, que está exposta no teto da Igreja Catedral de Limoeiro do Norte. A tela, com cerca de dez metros, tem sua assinatura, e foi datada de 1981.
Márcio Mendonça faleceu em 13 de janeiro de 1998, aos 48 anos de idade.
Fotos e Consulta:
A arte em dois mundos
Limoeiro em fotos e fatos
 (Maria das Dores Vidal Freitas)

O Jornalismo de Nelson Faheina


Com cerca de 50 anos de recordações profissionais, o livro "Fatos, fotos e fantasias", do jornalista Nelson Faheina. O jornalista começou a carreira no rádio, tendo passado também por veículos impressos. 

A pergunta foi simples e complicada ao mesmo tempo. "Por que você não escreve um livro"? Com essa provocação da esposa, o jornalista e empresário Nelson Faheina teve aquele estalo de quem descobriu o óbvio. Afinal, seus 50 anos de carreira na mídia local e nacional certamente confeririam estofo para uma publicação autobiográfica. O resultado será lançado nesta sexta-feira (01/07), às 19 horas, no restaurante Caravelle. "Fatos, fotos e fantasias" traz um apanhado da trajetória profissional de um dos mais destacados nomes do jornalismo cearense, por meio de relatos em tom descontraído.

Nascido em Limoeiro do Norte, ainda estudante Faheina foi locutor na Rádio Vale do Jaguaribe. Depois, trabalhou em rádios de Natal e Recife. Em 1974, estreou na Rádio e TV Verdes Mares, enquanto trabalhava como redator na extinta Tribuna do Ceará. Nesse período, foi premiado mais de oito vezes, pela Associação Cearense de Imprensa e pelas Secretarias de Cultura do Estado e do Município de Fortaleza, por suas reportagens. Depois de passar pela TV Diário, trabalhou na Rede Globo, como repórter no Rio e em São Paulo, tendo voltado ao Ceará alguns anos depois, onde ocupou ainda cargo de assessor de imprensa em órgãos públicos.

"Às vezes, quando chegavam os amigos em casa, eu contava essas histórias. Até que minha esposa sugeriu o livro. Então procurei o Raymundo Netto (escritor e produtor cultural), na Secretaria da Cultura do Ceará", recorda Faheina. O projeto concorreu e foi selecionado no Edital do Prêmio Literário para Autor(a) Cearense. "Achei a ideia fantástica. Ali nada mais era do que a memória de um de nossos mais reconhecidos repórteres e jornalistas da TV e rádios cearenses", elogia Netto no texto de apresentação do livro.

Dividido em três seções - Histórias Curiosas, Causos Engraçados e Personalidades - a publicação, que ganhou o Prêmio Milton Dias de Crônica, traz o relato de entrevistas com personagens da esfera política, cultural e outras, além de "causos" de trabalho, pautas e os passos ao longo da carreira. "Tem fatos hilariantes, cada história de Governador, de colega jornalista. Também tem coisas sérias, algumas críticas", ressalta Faheina.

"Teve ano que fiz mais de 600 reportagens na TV, viajando pelo Nordeste. Anotava e fotografava os fatos mais interessantes que ia vendo. Acumulei muitos papéis e registros", revela o jornalista. "Participei de muitos acontecimentos com políticos, inclusive durante a Ditadura, entrevistei alguns com exclusividade", complementa. Entre os personagens memoráveis que passaram por ele, Faheina cita desde o pistoleiro Mainha(há uma foto dos dois lado a lado no livro) até o ex-presidente Lula. Além do aspecto curioso, a obra termina por constituir um registro de parte da história do jornalismo cearense. "A gráfica estabelece um número máximo de páginas, então muita coisa ficou de fora. Para contar, só se for em um novo livro", brinca o profissional. Sobre o jornalismo praticado hoje no Ceará, com a contribuição das novas tecnologias, Faheina acredita ser mais fácil.

O jornalista Faheina ao lado de Mainha, em um encontro na casa do pistoleiro, em Maranguape. Na ocasião, o pistoleiro revelou que estava sendo seguido. (Foto: Reprodução) 

"Quando comecei na TV, a câmera não tinha captação de som. Na edição, era preciso sincronizar com o som do gravador do repórter. Então, muitas vezes, a imagem permanecia quando o som já tinha terminado, ou o contrário", lembra.

"Depois veio o som casado com a imagem, ainda em preto e branco, em seguida em cores. Mas ainda era difícil viajar, trazer a matéria. Hoje é muito fácil, tem a internet, o repórter passa tudo na hora, os equipamentos são modernos. O que é necessário, então, é o bom profissional. Especialmente de TV, que precisa ser rápido, ágil, criativo", cobra Faheina.

Informações: Diário do Nordeste




quinta-feira, 2 de agosto de 2012


NOVO LIVRO DE NELSON FAHEINA

O conceituado jornalista cearense Nelson Faheina (foto) lançará amanhã, dia 3, seu segundo livro "Revelação de um Repórter". O ato ocorrerá a partir do meio-dia, no restaurante Parque Recreio da avenida  Ruy Barbosa. São 336 páginas, sobre fatos políticos, televisão, jornal, rádio e causos hilariantes.
Nome dos mais destacados no jornalismo do Estado e do País, Faheina, eclético que é, marcou época com reportagens de impacto, passeando pelos campos políticos, administrativos e de turismo. Por isto, aguarda-se que bom público de amigos e admiradores esteja amanhã na festa do Parque Recreio.

Santos Dumont do Sertão Limoeirense


A imaginação é como o vento: nada aprisiona a liberdade dela, nem a realidade mais dura e seca, como o sertão do Ceará. A equipe do Globo Repórter pegou uma estrada de terra, com o sol quente sobre as cabeças, e foi até Limoeiro do Norte, a quase 200 quilômetros da capital, Fortaleza, para encontrar brasileiros sertanejos do século 21, uma família cheia de imaginação e valentia, longe, muito longe, da sofisticação tecnológica da Europa e dos Estados Unidos.
Cem anos depois de o 14-Bis ter decolado em Paris, o sonho brasileiro de voar continua vivo e mostrando a inventividade e a audácia do povo, da nossa gente. Um avião é criação de um motorista de caminhão do Ceará: o chefe de família bem-humorado e muito bem determinado José Ribamar de Freitas. Ele conseguiu realizar o sonho de quando era apenas um menino curioso.

"Meu eu avô, que era um cara muito inteligente, nos ensinou a construir um aviãozinho de talo de carnaubeira, que soltávamos como quem solta pipa", lembra Ribamar. "Depois, quando crescemos, tivemos vontade de aprender a voar. Eu fui ao aeroclube de Fortaleza, mas não tinha nem o primeiro grau".

Mas tinha audácia e vontade de aprender. Procurou aprender em livros, fez cursos, estudou o que pôde até conseguir fazer o primeiro avião. Não deu certo. Nem o segundo, nem o terceiro... Mas pensa que Ribamar desistiu? De jeito nenhum. Esse é o quarto avião que ele constrói. E este voa.

"A estrutura dele é de alumínio aeronáutico comprado em Fortaleza. Tem um alongamento de madeira que vai de uma asa até o final da outra, que é o que suporta todo o peso do avião e tecido de algodão coberto por resina de fibra de vidro. Temos uma parede de fogo. Na realidade, não deveria ser de alumínio, porque o alumínio é um pouco frágil ao fogo. Deveria ser de aço inox, mas como nossas condições ainda não são muito boas...", descreve Ribamar.

As dificuldades parecem ter tornado a família ainda mais unida. A compreensão da mulher de Ribamar, dona Adalgiza de Freitas, então... Imagine que um dia ele chegou para ela dizendo que iria vender a casa. "Eu disse: pode vender!", conta dona Adalgiza. E lá se foi a única casa de Ribamar. A família foi morar na casa do irmão dele.

Em vez de guindastes, mãos e braços dos vizinhos erguem o avião por cima do muro. São 310 quilos, sem combustível, e quase seis metros.




Muito cuidado para carregar o coração da invenção do Santos Dumont do sertão. O motor é mais uma prova da engenhosidade de Ribamar. Era o motor de um Fusca. O carburador era de um Opala. E o mecânico Mazinho fez o motor ficar mais "valente", como ele diz. "Com 200 metros de pista ele já atingiu 120 km/h e saiu do chão", conta.
"Os primeiros quase que não voavam, só caiam", lembra o pai de Ribamar. Caíram, sim, mas o prejuízo foi só material.

"Eu nunca voei porque tenho medo", diz dona Adalgiza.

O filho herdou a paixão por voar. E a filha mais velha também.

"Eu considero avião igual a filho. Todo mundo quer bem a uma criança, mas quando é nosso filho, sempre exageramos um pouco mais. Com avião é a mesma coisa. Esse aqui é como se fosse meu filho, como se fizesse parte de mim", diz Ribamar.

Adalgiza admite que em alguns momentos disse que a iniciativa do marido era uma loucura. "Não pelas coisas materiais, porque eu não sou apegada a isso. Mas pelo trabalho dele. Às vezes ele viaja até São Paulo, perde o sono, trabalha cansado e, quando chega em casa, gasta todo o dinheiro com o avião", diz ela.

"O prazer de voar é bastante interessante, quase inexplicável. É uma sensação de liberdade, de grandeza. É como se você tivesse ficado grande e tudo tivesse ficado pequeno lá embaixo", comenta Ribamar.

A inventividade do brasileiro. Ribamar mostra uma bandeja de pizza que foi incorporada ao avião e arremata: "Aqui no Brasil tudo acaba em pizza".

Nem tudo, Ribamar. Nem tudo. Você mesmo é um exemplo do brasileiro que não desiste de lutar pelo que acredita. Mesmo quando, para os outros, o sonho parece loucura. Tal como Santos Dumont, o brasileiro que ensinou o mundo a voar.